Leandro Diehl

Administrador da página e o geek do grupo. Endocrinologista, docente e pesquisador na área de games e educação médica.

7 estratégias antivieses para não errar diagnósticos

7 estratégias antivieses para não errar diagnósticos

10 minutos Você sabia que 95% das nossas decisões são inconscientes? No dia a dia, a imensa maioria das nossas decisões é tomada usando heurísticas (“atalhos” de pensamento), que predispõem a vieses (disposições “programadas” para responder a estímulos de maneiras predeterminadas). Não à toa, os vieses são a maior fonte de erros diagnósticos. Felizmente, existem maneiras de atenuar o impacto dos vieses no nosso raciocínio diagnóstico e aumentar a segurança diagnóstica: são as estratégias antivieses.   O que são estratégias antivieses? Qualquer processo desenhado Continue lendo

Todos iguais? Uma classificação dos vieses

Todos iguais? Uma classificação dos vieses

9 minutos Como já vimos em posts anteriores, os vieses cognitivos e afetivos são uma causa importante de erros diagnósticos em Medicina. Ao ler sobre eles, muitas vezes ficamos com a impressão de que: todos os vieses têm a mesma origem; todos os vieses são igualmente difíceis de contornar ou prevenir; algumas poucas estratégias genéricas “antivieses” podem ser igualmente úteis contra todos os vieses. Na verdade, muitos vieses têm múltiplos determinantes, o que torna difícil a aplicação de uma única intervenção para combatê-los. A Continue lendo

Caso clínico 9: O médico parente

Caso clínico 9: O médico parente

10 minutos Será que pode haver alguma diferença na qualidade do cuidado prestado a algum paciente quando o médico é seu parente?… Veja o caso clínico abaixo, que ilustra essa situação:     O médico parente Todo médico já esteve nesta posição: tendo que dar opinião, apoio ou cuidado médico a algum familiar ou amigo próximo. Muitos códigos de ética, mundo afora, desaconselham essa prática. Já em 1847, os fundadores da Associação Médica Americana (AMA) escreveram que “a ansiedade natural e a solicitude que Continue lendo

Diagnóstico: Um processo, não um evento

Diagnóstico: Um processo, não um evento

9 minutos Autor: Dr. Peter Elias   Em muitas discussões, o processo diagnóstico é tratado como se fosse um evento à parte, a segunda de três etapas numa cascata: a obtenção de informações, a formulação de um diagnóstico, o início de um tratamento. Eu acho que é um erro tratar o diagnóstico de uma maneira tão limitada, reduzindo a um evento isolado o que na verdade é um processo iterativo e inerentemente complexo. Durante meus 40 anos na Atenção Primária, eu observei que essa Continue lendo

Resposta do Caso Clínico Interativo #03

Resposta do Caso Clínico Interativo #03

12 minutos Tivemos 51 respostas enviadas por leitores do blog para o nosso Caso Clínico Interativo #03, publicado na semana passada! As principais hipóteses diagnósticas enviadas pelos nossos leitores foram as seguintes: Confira abaixo o diagnóstico final do Caso Clínico Interativo #03, e os comentários sobre o caso!   Resposta do Caso No começo da internação, foram colhidas diversas sorologias (hepatite B e C, HIV, sífilis, herpes, mononucleose, citomegalovirose, toxoplasmose), que resultaram todas negativas. Devido à hepatomegalia e à alteração de transaminases, foram solicitados outros Continue lendo

Faça o diagnóstico! Caso Clínico Interativo #03

Faça o diagnóstico! Caso Clínico Interativo #03

3 minutos Você é bom de diagnóstico? Gosta de um desafio? Então esta é a sua chance! Leia o nosso Caso Clínico Interativo #03. Formule as suas hipóteses, pense como você gostaria de investigar este caso, e mande suas ideias para a gente no questionário que está logo abaixo! * Caso enviado pelo Dr. Luiz Jorge Moreira Neto, de Maringá/PR.   Caso Clínico Interativo #03 Um homem de 68 anos, trabalhador rural, procurou o infectologista por estar há cinco dias com febre de até 38ºC, Continue lendo

Como ajudar o patologista a ajudar você

Como ajudar o patologista a ajudar você

5 minutos Autor: Dr. Paulo Roberto Grimaldi Oliveira   Chega o paciente ao médico com seus dados pessoais: sexo, idade, antecedentes familiares, doenças pregressas, sinais e sintomas da doença atual. Surge a primeira opinião diagnóstica. São pedidos exames de laboratório e algumas imagens. Depois de alguns dias, nova avaliação e uma segunda opinião, mais robusta porque baseada em mais informações. Em alguns pacientes, a análise conjunta de todos os dados disponíveis acaba levando à suspeita de uma doença mais grave – talvez, de natureza maligna. A biópsia vem por último, quando nada Continue lendo