Leandro Diehl

Administrador da página e o geek do grupo. Endocrinologista, docente e pesquisador na área de games e educação médica.

Caso clínico 3: Uma vítima do sistema

Caso clínico 3: Uma vítima do sistema

Nosso caso clínico deste mês foi traduzido e adaptado do boletim Medical Malpractice Insights, publicado pelo Dr. Charles A. Pilcher. Leia o caso e faça as suas hipóteses! Embaixo do relato do caso, seguem os nossos comentários.   Caso Clínico 3 Um homem de 69 anos, hipertenso, estava jogando boliche uma noite quando apresentou um mal-estar súbito e acabou desmaiando. Foi levado ao pronto-socorro, onde chegou não-responsivo, com hemiparesia à esquerda e um episódio de vômito. Sua pressão arterial (PA) era de 71/49mmHg, mas melhorou Continue lendo

Mnemônicos para diagnóstico diferencial: ACERTEINAMOSCA

Mnemônicos para diagnóstico diferencial: ACERTEINAMOSCA

Como já vimos em um post anterior, a causa mais comum para deixar passar um diagnóstico é, simplesmente, não ter pensado nele! Daí a importância do diagnóstico diferencial. Por mais simples que pareça ser o diagnóstico do seu paciente, sempre tente fazer pelo menos 3 hipóteses diagnósticas! Dessa maneira, você vai estar mais preparado para colocar em prática o seu plano B (ou C) caso sua primeira hipótese acabe não se confirmando. Tente incorporar esse exercício simples à sua prática cotidiana! No entanto, às vezes temos Continue lendo

O diagnóstico difícil: zebras, camaleões e unicórnios

O diagnóstico difícil: zebras, camaleões e unicórnios

O diagnóstico difícil: essa besta mitológica que espreita nos cantos dos hospitais universitários para amedrontar os pobres médicos. Um paciente com uma história muito estranha, o exame físico que “não bate”, os exames de laboratório que não fazem muito sentido… Longas e intermináveis discussões de casos em que todos esperam por algum palpite salvador que aponte a direção do diagnóstico correto, mas em que só aparecem dúvidas e mais dúvidas. Pois é. Todo mundo lembra de algum caso assim. Muito embora todos já tenham tido Continue lendo

Vieses cognitivos: programados para errar

Vieses cognitivos: programados para errar

Uma das principais características da vida para nós, humanos, é que temos que tomar milhares de decisões todos os dias, sobre praticamente tudo. Para isso, usamos nosso conhecimento do mundo, nossas preferências pessoais e nossos processos mentais de raciocínio. Se você é um ser humano normal, você deve estar bastante convencido de que o seu raciocínio é imparcial, lógico e racional, e por isso você chega a conclusões corretas na grande maioria das vezes. Ao mesmo tempo, se você é um ser humano normal, há Continue lendo

[Entrevista] Dr. Porto fala de tecnologia, semiologia e raciocínio clínico

[Entrevista] Dr. Porto fala de tecnologia, semiologia e raciocínio clínico

O Prof. Dr. Celmo Celeno Porto, conhecidíssimo autor do clássico livro “Semiologia Médica” e atualmente Professor Emérito da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, gentilmente concordou em nos ceder uma entrevista por email. Nessa entrevista, exclusiva para o blog Raciocínio Clínico, o Prof. Porto falou o que pensa sobre educação médica, a incorporação das novas tecnologias na avaliação dos pacientes, a semiologia e o raciocínio clínico diagnóstico. (O Dr. Porto também nos mandou uma autobiografia, que você pode conferir clicando AQUI!) Acompanhe abaixo Continue lendo

Os três pilares do diagnóstico correto

Os três pilares do diagnóstico correto

Você já parou para pensar no que é necessário para fazer um diagnóstico correto? No final do segundo ano de Medicina, fiz um estágio no pronto-socorro. Lá eu ficava olhando os internos e residentes de Clínica Médica trabalharem. Às vezes, eles me deixavam tentar uma punção venosa ou ajudar numa paracentese, o que para mim era a glória. Um dia, o R1 me falou para atender uma paciente. Foi a primeira vez que atendi alguém. Era uma moça de vinte e poucos anos, com cefaleia Continue lendo