Leandro Diehl

[Grandes Nomes do Raciocínio Clínico] 2: Wilson Luiz Sanvito

[Grandes Nomes do Raciocínio Clínico] 2: Wilson Luiz Sanvito

17 minutos Quando se fala em propedêutica neurológica e diagnóstico em Neurologia, é difícil não lembrar do nome do Prof. Dr. Wilson Luiz Sanvito. Autor do livro “Propedêutica Neurológica Básica” (atualmente na sua segunda edição), ele é conhecido pela sua longa carreira ensinando os segredos do exame neurológico e do raciocínio clínico diagnóstico em Neurologia. O Professor Sanvito é formado em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 1958. Desde 1970, ele é professor titular de Neurologia na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Continue lendo

Caso clínico 3: Uma vítima do sistema

Caso clínico 3: Uma vítima do sistema

13 minutos Nosso caso clínico deste mês foi traduzido e adaptado do boletim Medical Malpractice Insights, publicado pelo Dr. Charles A. Pilcher. Leia o caso e faça as suas hipóteses! Embaixo do relato do caso, seguem os nossos comentários.   Comentários Este caso ilustra um diagnóstico perdido devido a múltiplos problemas, relacionados tanto ao processo de raciocínio clínico diagnóstico como também a falhas importantes do sistema: Problema 1 O principal determinante de erro diagnóstico neste caso, na nossa opinião, foi um erro cognitivo na etapa Continue lendo

Mnemônicos para diagnóstico diferencial: ACERTEINAMOSCA

Mnemônicos para diagnóstico diferencial: ACERTEINAMOSCA

4 minutos Como já vimos em um post anterior, a causa mais comum para deixar passar um diagnóstico é, simplesmente, não ter pensado nele! Daí a importância do diagnóstico diferencial. Por mais simples que pareça ser o diagnóstico do seu paciente, sempre tente fazer pelo menos 3 hipóteses diagnósticas! Dessa maneira, você vai estar mais preparado para colocar em prática o seu plano B (ou C) caso sua primeira hipótese acabe não se confirmando. Tente incorporar esse exercício simples à sua prática cotidiana! No entanto, Continue lendo

O diagnóstico difícil: zebras, camaleões e unicórnios

O diagnóstico difícil: zebras, camaleões e unicórnios

12 minutos O diagnóstico difícil: essa besta mitológica que espreita nos cantos dos hospitais universitários para amedrontar os pobres médicos. Um paciente com uma história muito estranha, o exame físico que “não bate”, os exames de laboratório que não fazem muito sentido… Longas e intermináveis discussões de casos em que todos esperam por algum palpite salvador que aponte a direção do diagnóstico correto, mas em que só aparecem dúvidas e mais dúvidas. Pois é. Todo mundo lembra de algum caso assim. Muito embora todos Continue lendo

Vieses cognitivos: programados para errar

Vieses cognitivos: programados para errar

16 minutos Uma das principais características da vida para nós, humanos, é que temos que tomar milhares de decisões todos os dias, sobre praticamente tudo. Para isso, usamos nosso conhecimento do mundo, nossas preferências pessoais e nossos processos mentais de raciocínio. Se você é um ser humano normal, você deve estar bastante convencido de que o seu raciocínio é imparcial, lógico e racional, e por isso você chega a conclusões corretas na grande maioria das vezes. Ao mesmo tempo, se você é um ser Continue lendo

[Entrevista] Dr. Porto fala de tecnologia, semiologia e raciocínio clínico

[Entrevista] Dr. Porto fala de tecnologia, semiologia e raciocínio clínico

8 minutos O Prof. Dr. Celmo Celeno Porto, conhecidíssimo autor do clássico livro “Semiologia Médica” e atualmente Professor Emérito da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, gentilmente concordou em nos ceder uma entrevista por email. Nessa entrevista, exclusiva para o blog Raciocínio Clínico, o Prof. Porto falou o que pensa sobre educação médica, a incorporação das novas tecnologias na avaliação dos pacientes, a semiologia e o raciocínio clínico diagnóstico. (O Dr. Porto também nos mandou uma AUTOBIOGRAFIA, que você pode conferir clicando Continue lendo

Os três pilares do diagnóstico correto

Os três pilares do diagnóstico correto

13 minutos Você já parou para pensar no que é necessário para fazer um diagnóstico correto? No final do segundo ano de Medicina, fiz um estágio no pronto-socorro. Lá eu ficava olhando os internos e residentes de Clínica Médica trabalharem. Às vezes, eles me deixavam tentar uma punção venosa ou ajudar numa paracentese, o que para mim era a glória. Um dia, o R1 me falou para atender uma paciente. Foi a primeira vez que atendi alguém. Era uma moça de vinte e poucos Continue lendo