Diversos

Sobre rock, tempo perdido e raciocínio clínico

Sobre rock, tempo perdido e raciocínio clínico

9 minutos Sou um grande fã de rock clássico. A minha banda favorita, de todos os tempos, foi fundada na Inglaterra, nos anos 60, por quatro músicos. Não, não são os Beatles! Estou falando do Pink Floyd. A música deles é fantástica. Os shows eram incríveis! Mas devo confessar: o que eu mais gosto no Pink Floyd são as letras das canções. Uma delas, em particular, sempre me faz parar para pensar. Estou fazendo o que eu queria da minha vida? Estou usando bem Continue lendo

Salvo por uma pergunta

Salvo por uma pergunta

6 minutos Nas últimas semanas, a Folha de Londrina e a Gazeta do Povo publicaram reportagens sobre a nossa Cartilha para Pacientes, que traz 5 dicas práticas para os pacientes ajudarem seus médicos. Mas será que essas orientações funcionam mesmo?… Abaixo, contamos uma história verídica para ilustrar o efeito de uma dessas 5 dicas:  * O nome e idade deste paciente foram alterados para não permitir sua identificação.

Relação médico-paciente: o “médico autoritário” e o “paciente difícil”

Relação médico-paciente: o “médico autoritário” e o “paciente difícil”

7 minutos A boa relação médico-paciente não aparece do nada, por acaso. Ela é construída por bons profissionais, que procuram sempre expandir sua visão e conhecer melhor o ser humano enfermo. No post de hoje, vamos diferenciar autoridade de autoritarismo, compreender melhor as percepções e medos dos pacientes, e entender o que é necessário para conseguir estabelecer uma relação de autêntica parceria com o doente.   Autoridade x autoritarismo O autoritarismo médico, diferente da autoridade, é um modo de agir que impõe as opiniões Continue lendo

Anamnese focada: use com moderação

Anamnese focada: use com moderação

6 minutos Temos visto muitos alunos e médicos recém-formados falando que é importante fazer uma anamnese focada, a fim de otimizar o tempo e ter mais clareza no processo, já que os pacientes podem dizer coisas desnecessárias e confundir as coisas. Em algumas páginas de Facebook, que tentam ser bem-humoradas (mas que são medíocres), a orientação é essa mesmo: não “perder tempo com o paciente”, e perguntar logo o que é preciso. Prezamos muito a anamnese. Para nós, essa é a parte mais importante Continue lendo

Como ajudar o patologista a ajudar você

Como ajudar o patologista a ajudar você

5 minutos Autor: Dr. Paulo Roberto Grimaldi Oliveira   Chega o paciente ao médico com seus dados pessoais: sexo, idade, antecedentes familiares, doenças pregressas, sinais e sintomas da doença atual. Surge a primeira opinião diagnóstica. São pedidos exames de laboratório e algumas imagens. Depois de alguns dias, nova avaliação e uma segunda opinião, mais robusta porque baseada em mais informações. Em alguns pacientes, a análise conjunta de todos os dados disponíveis acaba levando à suspeita de uma doença mais grave – talvez, de natureza maligna. A biópsia vem por último, quando nada Continue lendo