Revisões

Textos e artigos de revisão sobre tópicos relacionados ao Raciocínio Clínico.

Como ajudar seu médico: 5 dicas práticas para pacientes

Como ajudar seu médico: 5 dicas práticas para pacientes

10 minutos Sempre falamos neste blog sobre como os médicos podem pensar melhor para formular diagnósticos mais corretos. Mas e o principal interessado – o paciente? Como os pacientes podem ajudar seu médico a encontrar o seu diagnóstico, obtendo assim o melhor tratamento possível? Elaboramos uma animação com 5 dicas práticas para que os pacientes saibam como ajudar seu médico. Veja, ponha em prática e compartilhe!   Ainda, neste post, falaremos sobre como ajudar seu médico a evitar erros diagnósticos. Também mostraremos a importância de buscar Continue lendo

Relação médico-paciente: o “médico autoritário” e o “paciente difícil”

Relação médico-paciente: o “médico autoritário” e o “paciente difícil”

7 minutos A boa relação médico-paciente não aparece do nada, por acaso. Ela é construída por bons profissionais, que procuram sempre expandir sua visão e conhecer melhor o ser humano enfermo. No post de hoje, vamos diferenciar autoridade de autoritarismo, compreender melhor as percepções e medos dos pacientes, e entender o que é necessário para conseguir estabelecer uma relação de autêntica parceria com o doente.   Autoridade x autoritarismo O autoritarismo médico, diferente da autoridade, é um modo de agir que impõe as opiniões Continue lendo

Anamnese focada: use com moderação

Anamnese focada: use com moderação

6 minutos Temos visto muitos alunos e médicos recém-formados falando que é importante fazer uma anamnese focada, a fim de otimizar o tempo e ter mais clareza no processo, já que os pacientes podem dizer coisas desnecessárias e confundir as coisas. Em algumas páginas de Facebook, que tentam ser bem-humoradas (mas que são medíocres), a orientação é essa mesmo: não “perder tempo com o paciente”, e perguntar logo o que é preciso. Prezamos muito a anamnese. Para nós, essa é a parte mais importante Continue lendo

Como ajudar o patologista a ajudar você

Como ajudar o patologista a ajudar você

5 minutos Autor: Dr. Paulo Roberto Grimaldi Oliveira   Chega o paciente ao médico com seus dados pessoais: sexo, idade, antecedentes familiares, doenças pregressas, sinais e sintomas da doença atual. Surge a primeira opinião diagnóstica. São pedidos exames de laboratório e algumas imagens. Depois de alguns dias, nova avaliação e uma segunda opinião, mais robusta porque baseada em mais informações. Em alguns pacientes, a análise conjunta de todos os dados disponíveis acaba levando à suspeita de uma doença mais grave – talvez, de natureza maligna. A biópsia vem por último, quando nada Continue lendo

Incerteza na Medicina 2: E agora, doutor?

Incerteza na Medicina 2: E agora, doutor?

12 minutos A Medicina e a ciência têm resposta para tudo? Estudando Medicina ou atuando como médico, você certamente já deve ter se dado conta que não! Para muitas perguntas, ainda não há resposta definitiva; para outras, as respostas existentes nem sempre são preto no branco, “sim” ou “não”. Imagine que você precisa determinar o prognóstico de um paciente de 75 anos com câncer de próstata, ou de uma mulher de 45 anos com câncer de mama, ou de um jovem vítima de TCE Continue lendo

Medicina: uma caixinha de incerteza

Medicina: uma caixinha de incerteza

5 minutos Em ano de Copa do Mundo, sempre se ouve aquela frase batida: “futebol é uma caixinha de surpresas”. Veja a figura abaixo: se o jogador bater o pênalti em algum desses cantos, podemos ter certeza de que ele vai marcar o gol? Claro que não! Podemos estimar a probabilidade de o jogador realmente marcar o gol, se chutar em cada um dos cantos (como na figura acima) – mas sempre vai sobrar algum grau de incerteza. Medicina também é assim!   Incerteza: Continue lendo

Problemas cabeludos em medicina: wicked problems

Problemas cabeludos em medicina: wicked problems

11 minutos Você acha que diagnosticar é fácil? Que nada! Na vida real, encontramos muitas situações complexas, para as nem sempre há soluções completas ou perfeitas. Segue um exemplo:     Estranho, não? Você deve estar pensando: “O que será que ela tem? O hematologista pensou em PTT e pediu plasmaférese, mas e esses outros dados que surgiram depois? Como encaixá-los no resto da história? Que caso bagunçado e mal escrito…” Pois é, desta vez trouxemos um caso descrito de uma maneira mais parecida Continue lendo