Revisões

Medicina: uma caixinha de incerteza

Medicina: uma caixinha de incerteza

5 minutos Em ano de Copa do Mundo, sempre se ouve aquela frase batida: “futebol é uma caixinha de surpresas”. Veja a figura abaixo: se o jogador bater o pênalti em algum desses cantos, podemos ter certeza de que ele vai marcar o gol? Claro que não! Podemos estimar a probabilidade de o jogador realmente marcar o gol, se chutar em cada um dos cantos (como na figura acima) – mas sempre vai sobrar algum grau de incerteza. Medicina também é assim!   Incerteza: Continue lendo

Problemas cabeludos em medicina: wicked problems

Problemas cabeludos em medicina: wicked problems

11 minutos Você acha que diagnosticar é fácil? Que nada! Na vida real, encontramos muitas situações complexas, para as nem sempre há soluções completas ou perfeitas. Segue um exemplo:     Estranho, não? Você deve estar pensando: “O que será que ela tem? O hematologista pensou em PTT e pediu plasmaférese, mas e esses outros dados que surgiram depois? Como encaixá-los no resto da história? Que caso bagunçado e mal escrito…” Pois é, desta vez trouxemos um caso descrito de uma maneira mais parecida Continue lendo

10 dicas para prevenir erros diagnósticos

10 dicas para prevenir erros diagnósticos

7 minutos Em 2015, o Instituto de Medicina dos Estados Unidos publicou um relatório importantíssimo sobre erros diagnósticos. As principais conclusões desse trabalho, intitulado “Melhorando o diagnóstico no cuidado à saúde” (“Improving diagnosis in health care“) foram as seguintes: erros diagnósticos são comuns: cerca de 10% a 15% dos diagnósticos estão errados; erros diagnósticos são potencialmente graves: estima-se que 40.000 a 80.000 mortes por ano nos Estados Unidos sejam devidas a erros diagnósticos; erros diagnósticos podem – ao menos, em parte – ser prevenidos. Continue lendo

As grandes imitadoras

As grandes imitadoras

8 minutos VOCÊ JÁ OUVIU FALAR DAS “GRANDES IMITADORAS”? São doenças ou condições particularmente difíceis de diagnosticar, pois podem ter apresentações clínicas muito variadas e assim imitar várias outras patologias, podendo confundir o médico e levá-lo a erros de diagnóstico. (Em um post anterior, já citamos as grandes imitadoras como causas de diagnóstico difícil – assim como as zebras, os camaleões e os unicórnios). O protótipo (e a mais conhecida) das grandes imitadoras é a sífilis. A sífilis é uma armadilha diagnóstica perfeita porque: Continue lendo

Scripts das doenças: Onde tudo começa

Scripts das doenças: Onde tudo começa

14 minutos * Novidade: Confira mais abaixo o PODCAST sobre este post ! Scripts de doenças O processo diagnóstico está no cerne da prática médica. Nenhuma atitude pode ser tomada e nenhum procedimento pode ser realizado, mesmo na emergência, sem que se saiba usar os seus princípiois. No âmago do processo diagnóstico, estão os scripts das doenças. Os scripts das doenças são as informações que estão armazenadas na memória de longo prazo e ordenadas de forma que o médico pode acessá-las, mesmo intuitivamente, quando ativados. Mas Continue lendo

Raciocínio clínico: A pedra angular da Medicina

Raciocínio clínico: A pedra angular da Medicina

8 minutos Qual a real importância do raciocínio clínico? Já parou para pensar nisso? Onde ele se encaixa na sua vida de médico ou estudante? Para nós, o raciocínio clínico é o verdadeiro núcleo da formação e da atuação do médico. É no raciocínio clínico (diagnóstico ou terapêutico) que se dá a fusão de todos os conhecimentos e competências médicas! Ele não só é o fio condutor das ações do médico como também define sua própria identidade. Qualquer um pode adquirir os conhecimentos biológicos Continue lendo

Duas cabeças em uma: a teoria do processo dual

Duas cabeças em uma: a teoria do processo dual

9 minutos Autor: Dr. Guillermo Ojeda Burgos Residentes e estudantes de Medicina geralmente ficam surpresos quando, durante os encontros com pacientes, falamos sobre vieses cognitivos. É evidente, pelas suas expressões faciais, que eles nunca estudaram sobre isso. Por exemplo: “Este é um exemplo de pensamento não-analítico que se associou à omissão de informação clinicamente relevante e que causou um fechamento prematuro.” Este comentário tinha a ver com um paciente morador de rua atendido na sala de emergência, que tinha sintomas respiratórios e um infiltrado Continue lendo