Vieses cognitivos: programados para errar

Vieses cognitivos: programados para errar

Uma das principais características da vida para nós, humanos, é que temos que tomar milhares de decisões todos os dias, sobre praticamente tudo. Para isso, usamos nosso conhecimento do mundo, nossas preferências pessoais e nossos processos mentais de raciocínio. Se você é um ser humano normal, você deve estar bastante convencido de que o seu raciocínio é imparcial, lógico e racional, e por isso você chega a conclusões corretas na grande maioria das vezes. Ao mesmo tempo, se você é um ser humano normal, há Continue lendo

Caso clínico 1: Quem vê cara, não vê pulmão

Caso clínico 1: Quem vê cara, não vê pulmão

Não é possível aprender o raciocínio clínico apenas com teoria. Atender pacientes e discutir casos são as maneiras práticas de aprender a pensar como médico. Por isso, uma das propostas deste blog é trazer todos os meses uma discussão de caso clínico, da nossa experiência ou da literatura. Para que as discussões de casos sejam melhor aproveitadas, uma das dicas que se costuma dar é a de pensar em voz alta. Isso significa aprendermos a refletir e expressar como estamos pensando. O primeiro caso clínico Continue lendo

[Entrevista] Dr. Porto fala de tecnologia, semiologia e raciocínio clínico

[Entrevista] Dr. Porto fala de tecnologia, semiologia e raciocínio clínico

O Prof. Dr. Celmo Celeno Porto, conhecidíssimo autor do clássico livro “Semiologia Médica” e atualmente Professor Emérito da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, gentilmente concordou em nos ceder uma entrevista por email. Nessa entrevista, exclusiva para o blog Raciocínio Clínico, o Prof. Porto falou o que pensa sobre educação médica, a incorporação das novas tecnologias na avaliação dos pacientes, a semiologia e o raciocínio clínico diagnóstico. (O Dr. Porto também nos mandou uma autobiografia, que você pode conferir clicando AQUI!) Acompanhe abaixo Continue lendo

Os três pilares do diagnóstico correto

Os três pilares do diagnóstico correto

Você já parou para pensar no que é necessário para fazer um diagnóstico correto? No final do segundo ano de Medicina, fiz um estágio no pronto-socorro. Lá eu ficava olhando os internos e residentes de Clínica Médica trabalharem. Às vezes, eles me deixavam tentar uma punção venosa ou ajudar numa paracentese, o que para mim era a glória. Um dia, o R1 me falou para atender uma paciente. Foi a primeira vez que atendi alguém. Era uma moça de vinte e poucos anos, com cefaleia Continue lendo

[Infográfico] Alguns dados sobre erros diagnósticos que vão te surpreender

[Infográfico] Alguns dados sobre erros diagnósticos que vão te surpreender

Erros diagnósticos, definidos como qualquer diagnóstico errado, indevidamente atrasado, ou perdido (não realizado), são um problema social relevante. Estima-se que, em média, de 10 a 15% dos diagnósticos realizados por médicos em geral são diagnósticos errados. Os erros diagnósticos acabam contribuindo para aumentar o risco de complicações para o paciente, bem como para aumentar os custos para os sistemas de saúde. Abaixo, compilamos vários dados sobre erros diagnósticos, a partir de diversas fontes da literatura, para ilustrar a real dimensão do problema constituído pelos erros de Continue lendo

Por que cometemos erros diagnósticos?

Por que cometemos erros diagnósticos?

Todos queremos ser bons médicos. Para isso, precisamos cuidar bem dos pacientes que nos procuram para obter as explicações e o tratamento para seus sintomas – e isso exige, obrigatoriamente, que façamos diagnósticos corretos. Por isso, é importante entender por que ocorrem erros diagnósticos. Na busca pelo diagnóstico, dependemos, até certo ponto, de uma gama de conhecimentos e aptidões. Daí a importância do conhecimento e da ciência médica, que cultivamos por meio do estudo e do acúmulo deliberado de experiências. Além do nosso conhecimento e preparo, Continue lendo