Caso clínico 7: Um diagnóstico obscuro

Caso clínico 7: Um diagnóstico obscuro

9 minutos   Comentário Não há como fugir desta verdade: uma história clínica bem feita é o primeiro passo na direção do diagnóstico correto. O Dr. Wilson Sanvito já afirmou que “a anamnese é o exame mais sofisticado da Medicina”. Existem centenas de causas possíveis para perda de peso involuntária em adultos. Neoplasias, doenças do trato gastrointestinal e distúrbios psiquiátricos ou psicossociais são as mais comuns. Aqui, no entanto, uma conversa e um exame físico minuciosos revelaram dados importantes: hipotensão e taquicardia posturais, hiperpigmentação Continue lendo

4 dicas imperdíveis (e 2 roteiros) para uma boa anamnese

4 dicas imperdíveis (e 2 roteiros) para uma boa anamnese

7 minutos Dá para fazer omelete sem ovos? Claro que não! Da mesma maneira, é impossível desenvolver um bom raciocínio diagnóstico sem uma história clínica e um exame físico adequados. Colher informações acuradas e completas do paciente é o primeiro passo em direção ao diagnóstico e tratamento corretos. Uma boa coleta de dados do paciente, como já vimos, é um dos três pilares do diagnóstico correto, junto com o conhecimento das doenças e o raciocínio clínico apropriado. (Leia nosso post anterior sobre os três pilares Continue lendo

Caso clínico 6: Uma ruptura inesperada

Caso clínico 6: Uma ruptura inesperada

14 minutos   Uma das queixas mais comuns em pronto-socorro, senão a mais comum, é a dor abdominal, cuja causa cirúrgica mais frequente é a apendicite aguda. No post de hoje, falaremos de dificuldades no diagnóstico de apendicite, com dicas sobre manifestações atípicas e exames complementares.   Dificuldades no diagnóstico de apendicite aguda Somente 3% de todos os pacientes com dor abdominal terão apendicite aguda. Logo, é mais provável que um paciente qualquer com dor abdominal no pronto-socorro não tenha apendicite, mas mesmo assim Continue lendo

As grandes imitadoras

As grandes imitadoras

8 minutos VOCÊ JÁ OUVIU FALAR DAS “GRANDES IMITADORAS”? São doenças ou condições particularmente difíceis de diagnosticar, pois podem ter apresentações clínicas muito variadas e assim imitar várias outras patologias, podendo confundir o médico e levá-lo a erros de diagnóstico. (Em um post anterior, já citamos as grandes imitadoras como causas de diagnóstico difícil – assim como as zebras, os camaleões e os unicórnios). O protótipo (e a mais conhecida) das grandes imitadoras é a sífilis. A sífilis é uma armadilha diagnóstica perfeita porque: Continue lendo

Scripts das doenças: Onde tudo começa

Scripts das doenças: Onde tudo começa

14 minutos * Novidade: Confira mais abaixo o PODCAST sobre este post ! Scripts de doenças O processo diagnóstico está no cerne da prática médica. Nenhuma atitude pode ser tomada e nenhum procedimento pode ser realizado, mesmo na emergência, sem que se saiba usar os seus princípiois. No âmago do processo diagnóstico, estão os scripts das doenças. Os scripts das doenças são as informações que estão armazenadas na memória de longo prazo e ordenadas de forma que o médico pode acessá-las, mesmo intuitivamente, quando ativados. Mas Continue lendo

Raciocínio clínico: A pedra angular da Medicina

Raciocínio clínico: A pedra angular da Medicina

8 minutos Qual a real importância do raciocínio clínico? Já parou para pensar nisso? Onde ele se encaixa na sua vida de médico ou estudante? Para nós, o raciocínio clínico é o verdadeiro núcleo da formação e da atuação do médico. É no raciocínio clínico (diagnóstico ou terapêutico) que se dá a fusão de todos os conhecimentos e competências médicas! Ele não só é o fio condutor das ações do médico como também define sua própria identidade. Qualquer um pode adquirir os conhecimentos biológicos Continue lendo

Uma descoberta através da música

Uma descoberta através da música

7 minutos Contrariado, o doutor caminhou até a UTI. Como médico de adultos, incomodava-o ter que atender uma criança, porém era preciso, o pediatra estava viajando. Já resignado e com passo firme, empurrou as duas folhas das portas e adentrou a unidade. Procurou a enfermeira e perguntou sobre a situação da criança. Depois sentou, leu com calma o prontuário, o histórico, a evolução. No leito, encontrou um garoto de seis anos, grave, com queimaduras; vítima de mais uma tragédia, ele pensou. Sentiu o peso Continue lendo