[Infográfico] O passo a passo do diagnóstico difícil

[Infográfico] O passo a passo do diagnóstico difícil

2 minutos O chamado diagnóstico difícil é um termo usado para referir-se a pacientes que, apesar de vistos e examinados por vários médicos, ou repetidamente pelo mesmo médico, ainda não têm um diagnóstico confiável o suficiente para a tomada de decisão de conduta. Esses pacientes ficam, muitas vezes, vagando por consultórios e hospitais por anos a fio, sem encontrar uma explicação para os seus sintomas que seja aceitável para o paciente e para o médico. Em geral, eles chegam à consulta carregando grandes envelopes com Continue lendo

Você sabe ouvir o paciente? A arte da anamnese

Você sabe ouvir o paciente? A arte da anamnese

13 minutos Recentemente, fui chamado para avaliar um paciente hospitalizado por piora da função renal e diminuição do débito urinário. Era um senhor dos seus 60 anos, conversador, mas com uma face sofrida. Ansioso, logo que me apresentei já respondeu que precisava de ajuda, pois não estava bem e não estavam fazendo nada por ele. O olhar suplicante e humilde desse senhor me chamou a atenção e pus-me a ouvir o paciente um pouco. Logo fiquei sabendo que havia sido submetido a 4 cirurgias Continue lendo

O diagnóstico difícil: zebras, camaleões e unicórnios

O diagnóstico difícil: zebras, camaleões e unicórnios

12 minutos O diagnóstico difícil: essa besta mitológica que espreita nos cantos dos hospitais universitários para amedrontar os pobres médicos. Um paciente com uma história muito estranha, o exame físico que “não bate”, os exames de laboratório que não fazem muito sentido… Longas e intermináveis discussões de casos em que todos esperam por algum palpite salvador que aponte a direção do diagnóstico correto, mas em que só aparecem dúvidas e mais dúvidas. Pois é. Todo mundo lembra de algum caso assim. Muito embora todos Continue lendo

Vieses cognitivos: programados para errar

Vieses cognitivos: programados para errar

16 minutos Uma das principais características da vida para nós, humanos, é que temos que tomar milhares de decisões todos os dias, sobre praticamente tudo. Para isso, usamos nosso conhecimento do mundo, nossas preferências pessoais e nossos processos mentais de raciocínio. Se você é um ser humano normal, você deve estar bastante convencido de que o seu raciocínio é imparcial, lógico e racional, e por isso você chega a conclusões corretas na grande maioria das vezes. Ao mesmo tempo, se você é um ser Continue lendo

Caso clínico 1: Quem vê cara, não vê pulmão

Caso clínico 1: Quem vê cara, não vê pulmão

13 minutos Não é possível aprender o raciocínio clínico apenas com teoria. Atender pacientes e discutir casos são as maneiras práticas de aprender a pensar como médico. Por isso, uma das propostas deste blog é trazer todos os meses uma discussão de caso clínico, da nossa experiência ou da literatura. Para que as discussões de casos sejam melhor aproveitadas, uma das dicas que se costuma dar é a de pensar em voz alta. Isso significa aprendermos a refletir e expressar como estamos pensando. O Continue lendo

[Entrevista] Dr. Porto fala de tecnologia, semiologia e raciocínio clínico

[Entrevista] Dr. Porto fala de tecnologia, semiologia e raciocínio clínico

8 minutos O Prof. Dr. Celmo Celeno Porto, conhecidíssimo autor do clássico livro “Semiologia Médica” e atualmente Professor Emérito da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, gentilmente concordou em nos ceder uma entrevista por email. Nessa entrevista, exclusiva para o blog Raciocínio Clínico, o Prof. Porto falou o que pensa sobre educação médica, a incorporação das novas tecnologias na avaliação dos pacientes, a semiologia e o raciocínio clínico diagnóstico. (O Dr. Porto também nos mandou uma AUTOBIOGRAFIA, que você pode conferir clicando Continue lendo

Os três pilares do diagnóstico correto

Os três pilares do diagnóstico correto

13 minutos Você já parou para pensar no que é necessário para fazer um diagnóstico correto? No final do segundo ano de Medicina, fiz um estágio no pronto-socorro. Lá eu ficava olhando os internos e residentes de Clínica Médica trabalharem. Às vezes, eles me deixavam tentar uma punção venosa ou ajudar numa paracentese, o que para mim era a glória. Um dia, o R1 me falou para atender uma paciente. Foi a primeira vez que atendi alguém. Era uma moça de vinte e poucos Continue lendo