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Novidades, perspectivas e ferramentas para ajudar no Raciocínio Clínico.

COVID-19 e erros diagnósticos: duas epidemias em uma

COVID-19 e erros diagnósticos: duas epidemias em uma

10 minutos Eu trabalho em um hospital que é referência para COVID-19. Conversando com colegas, ouço sempre a mesma reclamação: muitos pacientes estão sendo encaminhados para cá como COVID-19 – sem ter COVID-19. Parece ter virado rotina no pronto-socorro. Em muitos desses casos (se não a maioria), basta uma rápida avaliação clínica para descobrir que seus sintomas respiratórios têm outras causas: insuficiência cardíaca descompensada, crise de asma, pneumonia lobar etc. Uma senhora idosa com Alzheimer avançado engasgou ao comer e evoluiu com hipóxia: veio Continue lendo

COVID-19: Diagnóstico clínico e laboratorial

COVID-19: Diagnóstico clínico e laboratorial

2 minutos Nós, do Raciocínio Clínico, geralmente não publicamos textos sobre uma única doença. Preferimos discutir as armadilhas no diagnóstico de alguma síndrome ou o diagnóstico diferencial de algum caso difícil ou ilustrativo. Mas, nesta semana, ninguém fala de outra coisa! Então, vamos tentar dar nossa modesta contribuição ao estudo da doença do momento: a COVID-19, causada pelo novo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2). (É, a nomenclatura correta é essa mesma!) Para isso, convidamos alguém que entende do assunto: nosso amigo Continue lendo

Por que nos revoltamos? O cuidado acidental e a crueldade incidental

Por que nos revoltamos? O cuidado acidental e a crueldade incidental

10 minutos       “A crueldade é incidental; o cuidado, acidental.”   Talvez essa seja a principal frase do livro “Porque Nos Revoltamos” (“Why We Revolt”), do médico peruano Dr. Victor Montori, que trabalha há anos na Mayo Clinic, nos Estados Unidos.     É um livro duro e, muitas vezes, dolorido. Mas recomendamos fortemente que você o leia! Por que a recomendação? Simplesmente porque é necessário pensar sobre o que fazemos, e como estamos fazendo. E o livro guia você por essa Continue lendo

Os 7 maiores desafios na avaliação do diabetes

Os 7 maiores desafios na avaliação do diabetes

11 minutos O diabetes mellitus (DM) é uma das doenças crônicas mais importantes para a saúde pública em todo o mundo, tendo em vista a sua prevalência crescente e sua associação com complicações graves e, muitas vezes, fatais. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o DM é um distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia persistente, decorrente de deficiência na produção de insulina ou na sua ação, ou em ambos os mecanismos, ocasionando complicações em longo prazo. O tipo mais comum é o Continue lendo

Google para diagnóstico: funciona ou não?

Google para diagnóstico: funciona ou não?

8 minutos Na semana passada, tive a oportunidade de conhecer esta pérola musical gravada pelo Dr. Henrik Widegren, que trabalha como otorrinolaringologista em Lund, na Suécia:  A música “Never Google Your Symptoms” conta a história de um pai que está no leito de morte e dá um último conselho ao filho: nunca procurar seus sintomas no Google. A letra é mais ou menos assim (numa tradução livre):   Nunca dê um Google nos seus sintomas Este é meu único pedido Você acha cem Continue lendo

Autópsia cognitiva: aprenda com seus erros e seja um médico melhor!

Autópsia cognitiva: aprenda com seus erros e seja um médico melhor!

10 minutos Autópsias sempre foram uma grande ferramenta para aprender sobre o funcionamento do corpo humano e as doenças – e ainda são importantes, embora hoje se façam bem menos. Mas hoje vamos falar de uma autópsia diferente: a da sua cabeça! Calma! Não vamos precisar abrir seu crânio para isso. Na verdade, vamos falar da autópsia dos seus processos de raciocínio: uma autópsia cognitiva! Mas, desde já, fique alerta: este post é só para quem tem “cabeça aberta” e gosta de aprender com Continue lendo

Você sabe mesmo tudo que acha que sabe? O efeito Dunning-Kruger

Você sabe mesmo tudo que acha que sabe? O efeito Dunning-Kruger

11 minutos Quando eu ainda era estudante de Medicina, lembro de ter saído todo confiante de uma das primeiras aulas de Semiologia. “Agora já sei examinar pacientes!” Isso, depois de uma única aula teórica, de duas horas… Hoje, vinte e muitos anos depois (e trabalhando como professor de Semiologia), é evidente para mim que toda aquela autoconfiança da época não era justificada. Mas como eu não percebi isso na época? Como eu não consegui ver que o pouco que eu havia aprendido de Semiologia Continue lendo