Olá pessoal, sejam bem-vindos a mais um Webcaso!

O assunto desta semana é: superando diagnósticos difíceis.

Esta discussão é uma parceria com o grupo do CIEL – Curso de Interpretação de Exames Laboratoriais – uma iniciativa liderada por estudantes de Minas Gerais, participantes da Sociedade de Acadêmicos de Medicina do Estado de Minas Gerais (SAMMG), que temos a honra de apoiar.

Leia os 3 pequenos casos abaixo e responda o questionário ao final para aproveitar bem a discussão!

A discussão ao vivo será realizada na próxima quarta-feira, 05/05/21, às 19h, nos nossos canais no YouTube, Instagram e Facebook. 

Não perca!

I Curso de Interpretação de Exames Clínico-Laboratoriais - CIEL
SAMMG - Sociedade de Acadêmicos de Medicina de Minas Gerais

Quer juntar-se à gente nas nossas discussões ao vivo?

Se você tiver interesse em incluir a sua liga ou centro acadêmico para interagir conosco numa das próximas discussões, é muito fácil! 

Basta mandar uma mensagem para a gente pelo nosso Whatsapp, ou pelo formulário de Contato deste site, ou pelo email: contato@raciocinioclinico.com.br !

Caso 1 - Abduzida

webcaso 21 - superando diagnósticos difíceis - raciocínio clínico

Uma dona-de-casa de 40 anos procura atendimento pois “suspeita que está sendo abduzida por alienígenas.”

A paciente relata que vem tendo dificuldades em acompanhar a passagem do tempo. Pela manhã, vai até a cozinha para fazer o café da manhã e o relógio está marcando 8 horas num instante, e 9 horas no instante seguinte – o que ela atribui aos efeitos de alguma droga que os alienígenas vêm dando a ela.

Ela não tinha antecedentes patológicos, negava quadros semelhantes no passado e não fazia uso de álcool, drogas ilícitas ou medicações.

O exame físico dela era absolutamente normal, exceto por um discreto sobrepeso (havia ganho 10kg no último ano).

O neurologista que a atendeu fez um eletroencefalograma, por suspeitar de crises parciais, mas o exame resultou completamente normal. Por esse motivo, ele acabou encaminhando a paciente a um psiquiatra.

Caso 2 - UM BEBÊ COM FEBRE

caso 2 - bebê com febre - webcaso 21 - raciocínio clínico - superando diagnósticos difíceis

Uma menina de 10 meses de idade teve um quadro de diarreia aquosa, vômitos e febre não medida, que a mãe atribuiu à erupção dentária.

Cinco dias depois, ficou muito pálida e teve um “desmaio”, razão pela qual a mãe a levou para consulta.

A criança era previamente hígida, eutrófica, com desenvolvimento neuropsicomotor normal e vacinação em dia. Não tinha outras pessoas doentes em casa.

Ao exame, encontrava-se em REG, irritada, ictérica 3+/4+, FC 144bpm, FR 24rpm, temperatura 39,5oC. O exame de cabeça e pescoço e tórax não tinha anormalidades, mas na palpação do abdome percebia-se hepatomegalia a 6cm do rebordo costal direito e esplenomegalia a 8cm do rebordo costal esquerdo. Não tinha linfadenomegalias palpáveis ou edemas.

Os exames iniciais revelaram pancitopenia: HB 7,2g/dL, leucócitos 3.300/mm3 (com 55% de linfócitos), plaquetas 17.000/mm3, LDH discretamente aumentada, bilirrubinas 5,0 (com 4,0 de bilirrubina direta) e reticulócitos 5,3%. A urina e a radiografia de tórax eram normais.

CASO 3 - DORES EXCRUCIANTES

caso 3 - dores excruciantes - webcaso 21 - superando diagnósticos difíceis - raciocínio clínico

Uma estudante de 23 anos vem tendo dores musculares excruciantes há cerca de 9 anos.

Antes do início do quadro, a paciente costumava ser bastante atlética, participando de equipes de futebol e vôlei da sua escola. No entanto, começou a ter dores musculares de forte intensidade, que começaram esporadicamente e foram aumentando até aparecerem praticamente todos os dias. As dores são desencadeadas por qualquer tipo de atividade. Começam nos membros inferiores e progridem em direção cranial, até a mandíbula. A paciente precisa ficar praticamente imóvel durante as crises, pois mínimos esforços provocam piora da dor. As crises têm duração variável, de poucas horas até 2 dias, sem melhora com uso de analgésicos.

Por conta dessas dores, ela parou de fazer atividades físicas regulares (embora ainda tente fazer caminhadas curtas quando está sem dor). 

Já foi a inúmeros médicos e serviços de saúde nos últimos anos, mas não foi capaz de encontrar uma boa explicação para seu quadro até hoje.

Relata também que a sua urina fica escurecida (“cor de café”) durante as crises mais fortes.

Não tem sintomas entre as crises.

Ao exame físico, fora da crise, apresenta-se em BEG, corada, hidratada, com sinais vitais normais, sem alterações significativas no exame fisico geral, neurológico ou musculoesquelético.

PaRTICIPE MANDANDO SUAS HIPÓTESES NO QUESTIONÁRIO ABAIXO: