O caso abaixo foi enviado pela Ana Flávia de Seixas Salomão, acadêmica de Medicina e integrante do Grupo de Estudos sobre Raciocínio Clínico do Grupo de Educação Tutorial (GET MEDICINA) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Confira a apresentação inicial do caso e mande para a gente as suas hipóteses no questionário mais abaixo – e não esqueça de participar da discussão ao vivo deste caso com os editores do site Raciocínio Clínico, no Zoom, na próxima quinta-feira (16/07) às 20h30! (Link abaixo)

Para a discussão desta semana, teremos como convidados especiais os membros do Centro Acadêmico de Medicina (CAMEM) e das Ligas Acadêmicas de Cirurgia (LACIR) e de Emergências Clínicas (LAEC) da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Quer incluir a sua liga numa das próximas discussões? Mande uma mensagem para a gente no formulário de Contato, ou pelo email contato@raciocinioclinico.com.br!

WEBCASO #6: Uma jovem cansada

Uma jovem de 36 anos, negra, auxiliar de vendas, dá entrada no Pronto-Socorro, referindo dispneia progressiva há 48 horas.

O sintoma foi percebido quando passou a ter dificuldade para varrer sua casa por sentir-se muito ofegante. No dia de hoje, sente falta de ar mesmo ao andar dentro de sua casa. Não há fatores de alívio. Acompanha o quadro uma tosse seca, pior no período noturno, que reduz com uso de medicação broncodilatadora.

Nega febre, sibilos, hemoptise, dor torácica ou edema de membros inferiores. Também nega alterações dos ritmos excretores, do apetite e do peso.

Refere ser portadora de asma brônquica e rinite alérgica desde a infância e que, no último ano, procurou o pronto-atendimento em duas ocasiões devido à dispneia, tosse e desconforto torácico. Tem feito uso de terapia de resgate em média 3 vezes por semana, no último mês.

Há três meses, iniciou tratamento para acne e queda de cabelos, que estavam afetando sua autoestima e seu humor.

Refere ser tabagista (16 maços-ano) e sedentária. Nega etilismo ou uso de drogas ilícitas.

Com relação ao contexto epidemiológico, a paciente nega coabitantes com os mesmos sintomas, mas refere que possui dois vizinhos com sintomas gripais.

Medicamentos em uso: budesonida inalatória 400mcg/dia; salbutamol (SOS); furoato de fluticasona (spray nasal diário); acetato de ciproterona (2mg) + etinilestradiol (0,035mg) há 3 meses.

Ao exame físico, ela encontrava-se em BEG, descorada 1+/4+, orientada, com sobrepeso.

Sinais vitais: PA 140×90 mmHg, FC 110 bpm, FR 30 irpm, SPO2 90% em ar ambiente, temperatura axilar 36oC.

Pele e fâneros: Acantose nigricans, alopécia de padrão androgenético, acne em face, pescoço e tórax superior.

Aparelho cardiovascular: Ausculta cardíaca com ritmo regular em dois tempos, bulhas normofonéticas sem sopros; sem estase jugular; enchimento capilar menor que 2 segundos.

Aparelho respiratório: Taquidispneica, tórax atípico, expansibilidade pulmonar preservada e simétrica, som claro pulmonar bilateral à percussão, frêmito toracovocal preservado. Ausculta pulmonar: murmúrios vesiculares presentes bilateralmente, com sibilos discretos difusos em hemotórax direito.

Membros sem edema, panturrilhas livres, pulsos palpáveis e simétricos.

Mande suas hipóteses no questionário abaixo!

Ao preencher o questionário você receberá os dados para participação da discussão ao vivo da próxima quinta-feira (16/07) às 20h30 no Zoom.

Queremos registrar nossos sinceros agradecimentos à Ana Flávia de Seixas Salomão, acadêmica de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) pelo envio deste caso! Muito obrigado!